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Licenças SaaS não utilizadas: onde seu orçamento de TI está sendo desperdiçado?

Licenças SaaS

Sumário

Você sabe exatamente para onde vai cada centavo do seu orçamento de TI?
Com o crescimento de ferramentas SaaS (Software como Serviço), muitas empresas passaram a contratar plataformas para e-mail, armazenamento, CRM, colaboração e mais. Mas junto com essa facilidade veio um novo problema: licenças SaaS não utilizadas — também conhecidas como licenças zumbis.

Essas licenças são atribuídas a usuários inativos, ex-funcionários ou simplesmente não estão sendo usadas com frequência. O resultado? Desperdício financeiro silencioso, que se acumula mês após mês.

O que são licenças SaaS não utilizadas?

São licenças contratadas de ferramentas SaaS que continuam sendo pagas, mas não estão sendo efetivamente utilizadas. Elas podem estar:

  • Atribuídas a colaboradores que já saíram da empresa;
  • Em ferramentas que caíram em desuso;
  • Em planos contratados sem real necessidade ou uso subaproveitado;
  • Em serviços redundantes, que poderiam ser consolidados.

Essas licenças são conhecidas como zumbis, porque permanecem ativas, consumindo orçamento, mas sem gerar valor.

O impacto no orçamento de TI

O problema das licenças SaaS não utilizadas vai além de um simples gasto a mais. Ele impacta diretamente a eficiência do orçamento da TI e pode comprometer investimentos mais estratégicos.

Alguns efeitos práticos:

  • Aumento dos custos fixos mensais;
  • Redução da margem de manobra para novas soluções;
  • Dificuldade em justificar o orçamento diante da diretoria;
  • Riscos de compliance em contratos com cobrança automática.

Segundo a Gartner, até 30% do gasto com SaaS pode ser desperdiçado com licenças subutilizadas. Isso representa uma oportunidade clara de economia.

Como identificar licenças zumbis: o papel da auditoria de uso

Fazer auditorias periódicas nas ferramentas SaaS é essencial. Veja como estruturar esse processo:

1. Mapeie todas as ferramentas contratadas

Crie uma lista centralizada com todos os serviços SaaS pagos, seus planos, quantidade de licenças e usuários atribuídos.

2. Analise o uso real

Alguns sistemas oferecem relatórios de uso. Verifique frequência de login, uso de funcionalidades e tempo médio por sessão.

3. Identifique contas inativas ou duplicadas

Compare com o RH: há ex-colaboradores com acesso ativo? Existe mais de uma conta para a mesma pessoa?

4. Converse com os times

Às vezes, uma ferramenta foi substituída por outra, mas a anterior continua ativa por falta de processo. Validar com os usuários evita decisões cegas.

Como evitar desperdícios sem comprometer a produtividade

Reduzir custos não deve significar limitar o trabalho das equipes. Veja boas práticas para equilibrar controle e eficiência:

  • Implemente uma governança de TI clara: crie fluxos de solicitação, aprovação e desligamento de ferramentas.
  • Centralize a gestão de SaaS: use plataformas de gerenciamento de licenças para ter visibilidade total.
  • Revise contratos periodicamente: evite renovações automáticas de serviços pouco utilizados.
  • Treine líderes de equipe: oriente-os a solicitar licenças apenas quando necessário e acompanhar o uso.
  • Considere planos por uso real: alguns serviços oferecem modelos flexíveis que escalam conforme a demanda.

Exemplos práticos: onde o desperdício costuma estar

Ferramentas que costumam ter maior incidência de licenças zumbis:

  • E-mail corporativo: contas de ex-funcionários que não foram desativadas corretamente;
  • Softwares de videoconferência: múltiplos serviços ativos com pouca utilização real;
  • CRMs e ERPs: planos com usuários ociosos ou com permissões indevidas;
  • Armazenamento em nuvem: contas duplicadas ou equipes inteiras usando nuvens pessoais em vez da corporativa;
  • Ferramentas de colaboração: uso paralelo de soluções (ex: Teams, Slack, Google Chat) sem padronização.

O controle começa pela visibilidade

Ignorar o problema das licenças SaaS não utilizadas é abrir mão de uma economia recorrente — e invisível.
Com auditorias regulares, envolvimento dos times e processos bem definidos, é possível reduzir custos sem afetar a produtividade, aumentando a maturidade da gestão de TI.

Mais do que cortar ferramentas, trata-se de investir com inteligência e garantir que cada solução contratada gere valor real para o negócio.

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